
Um violino alado negro
Do pretume da noite da rua
Decidiu fazer seresta
Pro sol em vez de pra lua
Já que em seu cantar noturno
Ninguém nunca sequer suportava
Levava logo um tabefe
Assim sempre desafinava
Então um dia testou
Começar carreira diurna
De início detestou
Perdera sua vida gatuna
Pouco ele conseguia
Nem sequer uma nota saía
Os tabefes eram ligeiros
Seu corpo contrastava no dia
Então não mais que decidido
Procurou se adaptar
Viu que a moda não era a monocromia
E seu corpo quis esbranquiçar
Então feito uma zebra
O violino alado zebrado
Com pintas e listras tão brancas
Viu-se o novo sucesso das rádios
Hoje em dia tá famoso
O ex noturno violino
Tem até nome artístico
Com palavra e termos latinos
O seu público ele leva a loucura
(Dizem até que pode matar)
Com suas notas finas sonoras
E o novo sucesso que vai lançar:
Segundo especulações da imprensa
No nome tem "hemorrágica"
E pode ser relançamento
Assim pressupomos dengue hemorrágica.
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